Programação JANEIRO Dia 08 - Janela dos Novos Mais discos recém-lançados que merecem ser ouvidos com a atenção não dispensada pela mídia massiva. Várias vozes femininas estão no programa, como a refinada Izabel Padovani (Mosaico), a delicada Adriana Maciel (Dez canções), a consolidada Joyce (Ao vivo), a divertida Silvia Machete (Eu não sou nenhuma santa), dublê de cantora e acrobata, moldada nas ruas européias, além das harmonizações do grupo vocal Be Bossa e as dissonâncias do encontro Roberto Carlos & Caetano Veloso em torno do repertório de Tom Jobim. E ainda a redescoberta de um bossanovista dos primórdios, Normando Santos (Balanço com Bossa), que viveu os últimos 40 anos em Paris. Dia 15 - Exaltação à Bahia Estado cantado desde que a música é música, a chamada “boa terra” tem entre seus celebrantes, cariocas como Luis Melodia (Sorri pra Bahia), Jorge Ben (Deus é o amor), Luis Carlos Sá (Escadas do Bonfim, na voz de Pery Ribeiro), Vinicius e o paulista Toquinho (A flor da noite) e, evidentemente, os locais. Como o mestre dos mestres Dorival Caymmi, vocalizado por Maúcha Adnet (Itapoã) e Maria Bethânia (2 de fevereiro) e Caetano Veloso pelo Tamba Trio (Quem me dera) e Alexia Bontempo (Farol da Barra, parceria com Galvão). Dia 22/09 - Marcha rancho A primeira marcha, antes da acelerada a caminho do carnaval, é a marcação dos antigos ranchos, num andamento cadenciado. Ela inspirou modernistas como Carlos Lyra e Ruy Guerra (Entrudo), Sidney Miller (Menina da agulha), Sylvio Cesar (Cantiga antiga), Luis Wagner (Olha o pedágio), a inesperada dupla Ary Barroso e Vinicius de Moraes (Rancho das namoradas, por Geraldo Cunha) e o Jorge Ben do tempo da Jovem Samba (Quanto mais te vejo). Até a cancionista romântica Sueli Costa estreou a bordo de uma marcha rancho (Por exemplo você, com João Medeiros), gravada por Nara Leão, em 1967. Dia 29- Marchinhas Revalorizadas a partir do musical nostálgico “Sassaricando”, que esquadrinhou sua época áurea, a marchinha também é cultuada fora do carnaval, em contextos diversos. Como o protesto Classe dominante (Joyce/Zé Rodrix), pelo Momento Quatro, o cartão postal São Paulo de trem (Tito Madi), o tropicalismo de guitarras Ai de mim Copacabana (Caetano Veloso), o Manifesto, do Grupo Manifesto, a opcional Gostar ou não gostar dos primórdios de Carlos Lyra e a noviça Copacabana, do surpreendente Marcelo Camelo, em trajeto solo pós-Los Hermanos. Mas também há releituras modernistas de marchinhas clássicas como Lig lig lig lé (Oswaldo Santiago/ Paulo Barbosa) por Adriana Calcanhotto e Absolutamente” (Joubert de Carvalho/ Olegário Mariano) por Vânia Bastos.
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