|
Seis novos programas serão lançados na última semana de setembro pela Rádio MEC AM (800 khz) na comemoração dos 71 anos da emissora e do dia do rádio.
Chorinho, seresta, literatura, educação, a música do século XX e shows de MPB são os temas dos novos programas produzidos pela equipe de produtores da emissora.
Choro ao vivo
A estréia da nova safra ocorre no dia 25 de setembro, às 17 horas, com o programa Roda de Choro ao Vivo, um especial mensal do programa transmitido pela emissora, que muda de dia e passa a ser transmitido toda terça-feira. Mensalmente, o Roda de Choro terá uma edição especial, ao vivo, no Auditório Paulo Tapajós. Produção e apresentação de João Carlos Carino.
No programa de estréia, as atrações são Zé da Velha e Silvério Pontes.
A parceria entre o trombonista Zé da Velha e o trompetista Silvério Pontes começou em 1991 e deu tão certo que eles passaram a se apresentar juntos.
Em 1995, a dupla gravou o disco Só Gafieira, indicado para o prêmio Sharp. Em 1999, veio o segundo CD Tudo Dança — Choros, Maxixes, Sambas, trazendo faixas como Bole Bole (Jacob do Bandolim), O Bom Filho à Casa Torna (Bonfiglio de Oliveira) e Pra Machucar Meu Coração (Ary Barroso). No ano seguinte, lançaram o CD Ele e Eu, com repertório de choros e sambas. Em 2006, gravaram, pela Biscoito Fino, o álbum Só Pixinguinha.
O trombonista sergipano Zé da Velha (José Alberto Rodrigues Matos) foi influenciado musicalmente pelo pai, flautista e saxofonista amador e alfaiate profissional. Já morando no Rio, aos 15 anos começou a tocar trombone - primeiro de pistão e mais tarde de vara. Logo se entrosou com chorões da Velha Guarda (de onde veio o apelido que virou nome artístico), músicos de gafieira e sambistas. Paralelamente à atividade de instrumentista, trabalhou em companhias aéreas por mais de 40 anos, até se aposentar.
O trompetista Silvério Pontes, 20 anos mais jovem que Zé da Velha, transita pela área do choro e tocou ao lado de artistas como Luiz Melodia, Tim Maia e Elza Soares. O músico integra o naipe de metais do grupo de reggae Cidade Negra.
Zé da Velha e Silvério Pontes serão acompanhados por Charles da Costa (violão), Alessandro Cardoso (cavaco, linha) e Netinho (pandeiro).
Os amantes do choro devem chegar à emissora uma hora antes do programa e pegar uma senha, pois a lotação é limitada.
A música dos seresteiros
A MEC AM lança no próximo dia 27 de setembro, quinta-feira, às 22 horas, o programa Seresta Viva. Produzido e apresentado por Dalila Villanova, Seresta Viva apresenta para as novas gerações e relembra para as gerações mais velhas, a mais antiga tradição de cantoria popular das cidades, a serenata, rebatizada no século XX de seresta.
No passado, grupos de músicos, saindo das festas, paravam às janelas de suas pretendidas, para tocar e cantar durante a madrugada, criando um costume boêmio herdado da Península Ibérica. Essas primeiras manifestações, no Brasil, fizeram-se muito antes do lampião de gás... à luz da lua. A origem desse costume - de se evocar alguém, especialmente a pessoa amada, através dos versos - vem de tempos passados, muitos séculos atrás.
Com a transformação dessa modinha, a partir do Romantismo, em canção sentimental típica das cidades em todo o Brasil, tal tipo de canto, transformado desde o séc. XVIII quase em canção de câmara, volta a popularizar-se com a voga das serenatas acompanhadas por músicos de choro, a base de flauta, violão e cavaquinho.
Influenciadas pelas valsas, as modinhas têm então realçado seu tom de lamento na voz dos boêmios e mestiços capadócios cantadores de serenatas, por isso chamados de serenatistas e serenateiros. Assim, quando no séc. XX a serenata passa por evolução semântica a seresta (para confundir agora sob esse nome, muitas vezes, o ato de cantar com o gênero cantado), os cantores com voz apropriada ao sentimentalismo de serenatas ou serestas transformam-se, finalmente, em seresteiros.
O programa resgata a música, os cantores e compositores deste gênero musical, além de apresentar uma agenda dos principais eventos de serestas.
Shows da noite carioca
A segunda estréia do dia 27 de setembro, ocorre às 23 horas. O programa A Noite Carioca, produção e apresentação de Marina Barreto, apresenta a cada semana, a gravação, ao vivo, numa casa noturna ou teatro, de um show de música popular brasileira.
A Noite Carioca foi transmitido de março de 1992 a agosto de 1997 pela MEC AM, com grande sucesso entre ouvintes. Na época, foram gravados, ao vivo, 93 shows.
O show de estréia é da cantora Claudia Telles, gravado na Sala Baden Powell no dia 10/8/2007.
Acompanhada do violão de Marcelo Lessa e da percussão de Cássio Barros, a cantora Cláudia Telles só canta músicas de Baden e seus parceiros. No repertório, composições já consagradas do mestre como Última Forma (com Paulo César Pinheiro) e algumas pouco conhecidas do público, como Aurora de Amor (com Mário Telles) e Canção das Flores (com Vinícius). Este show fez parte do projeto em comemoração aos 70 anos de Baden Powell.
Os próximos nomes da série são: Daniela Spielmann, Marianna Leporace e Leny Andrade.
Outras novidades
Os outros programas novos são dedicados à educação, literatura e a música do século XX.
Espaço Educação - uma revista de meia hora de duração que traz a cada semana um tema ligado à educação, com comentários, entrevistas e agenda cultural e literária. Produção Yonne Poli e Daniella Lapidus. Apresentação Daniella Lapidus. No programa de estréia, domingo, 30 de setembro, às 11 horas, o tema é tecnologia e educação.
Expressão Literária – programa de meia de duração dedicado à literatura mundial. A cada semana, a obra de um escritor ou poeta é “dissecada” pelo produtor Pedro Paulo Gil. A apresentação é de Mirtes Oliveira. No programa de estréia uma introdução à literatura e, em seguida, a vida e a obra de Ariano Suassuna.
De Dez em Dez – Programa musical, temático, com uma hora de duração, que focaliza as influências musicais de cada década do século XX. A música de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, a bossa nova, a tropicália, a jovem guarda, o rock brasileiro de várias décadas, serão temas do programa. A produção e apresentação é de Cacá Santiago. |